Política

Ao contrário do que disse no JN, Bolsonaro se manifesta contra a criminalização da LGBTfobia

‪Em outubro de 2018, logo após ganhar as eleições, em entrevista ao Jornal Nacional, presidente disse agressão homofóbica deveria ter pena agravada.‬

Em entrevista, candidato diz que "tudo é coitadismo. Coitado do negro, coitado da mulher, coitado do gay, coitado do Nordestino, coitado do piauiense". (Foto: Dida Sampaio/Estadão)
Jair Bolsonaro. (Foto: Dida Sampaio/Estadão)
Como é praxe, o presidente Jair Bolsonaro se manifestou em suas redes sociais nesta quarta-feira, 13, sobre o julgamento no STF sobre a criminalização da LGBTfobia.

Bolsonaro compartilhou um texto sobre a posição da Advogacia-Geral da União sobre o tema, argumentando que essa não é tarefa da Justiça e sim do Legislativo.

“Em respeito aos princípios da democracia é que a AGU requer que a decisão sobre a tipificação penal da homofobia seja livremente adotada pelos representantes legitimamente eleitos pelo povo, nesse caso, o Congresso Nacional”, diz o texto.

E mais uma vez, o presidente se contradiz. Em 29 de outubro de 2018, logo após ganhar as eleições, em entrevista ao Jornal Nacional, a jornalista Renata Vasconcellos perguntou o que Bolsonaro diria para quem agride pessoas por conta da orientação sexual ou identidade de gênero. Confira a resposta:

“A agressão contra os semelhantes tem que ser punida na forma da lei e se for por um motivo como esse tem que ter pena agravada”.


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