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Com “selinho” em Wagner Moura, Jean Wyllys participa da sessão de ‘Marighella’ no Festival de Berlim

Deputado, que foi obrigado a deixar o país e o mandato após ameaças de morte, prestigiou estreia no festival.

Jean Wyllys e Wagner Moura se cumprimentam com selinho no festival de Berlim. (Foto: Reprodução/YouTube)
Jean Wyllys e Wagner Moura se cumprimentam com selinho no festival de Berlim. (Foto: Reprodução/YouTube)
O ex-deputado Jean Wyllys marcou presença na sessão de gala de “Marighella”, no Festival de Berlim.

Celebrado pela equipe técnica e o elenco com aplausos ao chegar na festa após a exibição, ele cumprimentou o diretor Wagner Moura com um “selinho”.

Foi a primeira aparição pública de Jean após ele ser obrigado a desistir de um novo mandado por temer sua por segurança. Wyllys divulgou no fim de janeiro a decisão de se afastar do mandato, e do país, após receber repetidas ameaças de morte, inclusive destinadas a membros de sua família.

Wagner Moura levou uma placa em homenagem a Marielle Franco para o Festival de Berlim. Na foto, Moura aparece com a atriz Bella Camero (à esquerda, de vermelho), e o ator Bruno Gagliasso. (Foto: TOBIAS SCHWARZ / AFP)
Wagner Moura levou uma placa em homenagem a Marielle Franco para o Festival de Berlim. Na foto, Moura aparece com a atriz Bella Camero (à esquerda, de vermelho), e o ator Bruno Gagliasso. (Foto: TOBIAS SCHWARZ / AFP)

No tapete vermelho sessão de gala, na noite desta sexta-feira, Wagner Moura e a equipe do filme exibiram a placa que leva o nome da vereadora Marielle Franco, assassinada em 2018, como nome de rua. E após a exibição do filme, gritaram, em coro, o nome da política. Havia também cartazes com a hashtag #MariellePresente em referência à vereadora assassinada.

“Marighella”, a cinebiografia do guerrilheiro brasileiro, recupera a memória do político e poeta baino, símbolo da resistência política contra a ditadura militar (1964-1985).

Livremente inspirado na biografia do jornalista Mário Magalhães lançada em 2012, “Marighella” cobre os últimos anos de vida do ativista, que aderiu à luta armada considerando ser o último recurso para lutar contra um regime autoritário.

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