Política

Malafaia e bancada evangélica tenta pressionar Toffoli contra criminalização da LGBTfobia

Segundo revista, diretoria da bancada se encontrou com presidente do STF na quinta, 23, para falar sobre o tema.

O pastor Silas Malafaia e o presidente do STF, Dias Toffoli, durante almoço com líderes evangélicos no Rio. (Foto: Dhavid Normando/Futura Press/Folhapress)
O pastor Silas Malafaia e o presidente do STF, Dias Toffoli, durante almoço com líderes evangélicos no Rio. (Foto: Dhavid Normando/Futura Press/Folhapress)

A bancada evangélica está tentando barrar a votação no STF que tipifica a LGBTfobia como crime de racismo. O plenário do Supremo já tem maioria para votar a matéria no próximo dia 5 de junho.

Segundo a coluna Radar, da revista Veja, na terça-feira (21), o pastor Silas Malafaia tinha encontro marcado com o presidente Dias Toffoli. Na pauta: visita de cortesia.

Mas na verdade, a criminalização da LGBTfobia seria um dos temas da conversa se a reunião não tivesse sido desmarcada.

Ainda segundo a coluna, no dia seguinte (22), também como cortesia, a diretoria da bancada evangélica foi ao ministro. Na quinta (23), o deputado Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ) disse em entrevista ao site Uol que o STF “quer usurpar competência do Legislativo” ao votar a matéria.

“Entendo que eles [ministros] são obrigados a fazer esse julgamento, mas nós temos a convicção de que o STF terá o bom senso de retirar a matéria de pauta na próxima reunião, caso a gente consiga aprovar, em caráter de urgência, uma legislação que possa ser dialogada com todos da sociedade”, disse.

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