Pernambuco

Suspeito de matar professor e ativista LGBT em Pernambuco é preso

De acordo com a Polícia Civil, agentes cumpriram um mandado e capturaram Anderson Antônio da Silva, apontado como autor de latrocínio, roubo seguido de morte, em junho.

Corpo de Sandro foi encontrado no município de Pombos, na Zona da Mata de Pernambuco. (Foto: Acervo pessoal/Reprodução)
Corpo de Sandro foi encontrado no município de Pombos, na Zona da Mata de Pernambuco. (Foto: Acervo pessoal/Reprodução)

A Polícia Civil prendeu, nesta terça-feira (9), o suspeito de matar o professor Sandro Cipriano, de 35 anos, ativista LGBT, em Pombos, na Zona da Mata de Pernambuco. Segundo a corporação, agentes cumpriram o mandado de prisão e capturaram Anderson Antônio da Silva, conhecido como Esquerdinha, apontado como autor do latrocínio, roubo seguido de morte.

O mandado de prisão temporária contra Anderson Antônio foi expedido pela Comarca de Pombos. O professor desapareceu de casa no dia 27 de junho.

O corpo de Sandro foi encontrado no dia 29 de junho, na área rural da cidade, com um tiro na cabeça. O carro dele foi achado na manhã do dia 30, no Loteamento Menino Jesus, que fica às margens da BR-232, também no município de Pombos, distante 54 quilômetros do Recife.

Carro do professor Sandro Cipriano foi encontrado carbonizado às margens da BR-232. (Foto: Reprodução/WhasApp)
Carro do professor Sandro Cipriano foi encontrado carbonizado às margens da BR-232. (Foto: Reprodução/WhasApp)

Sandro era professor do curso de Agroecologia na ONG Serviço de Tecnologia Alternativa (Serta). Há 20 anos, ele atuava dentro da organização na causa LGBT e também no campo da agricultura familiar.

Ato em homenagem ao professor achado morto foi realizado em Pombos, na Zona da Mata de Pernambuco, neste domingo, 7. (Foto: Fran Sete Cores/Divulgação)
Ato em homenagem ao professor achado morto foi realizado em Pombos, na Zona da Mata de Pernambuco, neste domingo, 7. (Foto: Fran Sete Cores/Divulgação)

No domingo (7), moradores de Pombos realizaram um protesto para pedir justiça a agilidade nas investigações do crime. Os ativistas e amigos de Sandro usaram camisas com a foto do militante assassinado e com as palavras “justiça, paz e segurança”. O protesto foi divulgado nas redes sociais com “#SandroPresente”.

A mobilização dos militantes LGBT para pedir agilidade nas investigações começou logo depois da descoberta do corpo de Sandro.

Militantes LGBT compareceram à Alepe para pedir justiça pela morte do professor Sandro Cipriano. (Foto: Reprodução/TV Globo)
Militantes LGBT compareceram à Alepe para pedir justiça pela morte do professor Sandro Cipriano. (Foto: Reprodução/TV Globo)

No dia 1º de julho, uma comitiva participou de uma sessão na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), no Centro do Recife. Em seguida, os ativistas foram para a sede da Secretaria de Defesa Social (SDS), na capital.

No dia do ato, o secretário de Defesa Social, Antônio de Pádua, disse que o crime estava sendo investigado sob sigilo.

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