Distrito Federal

Ibaneis veta praça com nome de Marielle Franco em Brasília

Local se uniria a outros 150 espaços pelo mundo que receberam o nome da vereadora lésbica assassinada no Rio de Janeiro.

Eleita vereadora do Rio de Janeiro pelo PSOL em 2016, com 46 mil votos (a quinta candidata mais bem votada do município), Marielle Franco teve o mandato interrompido por 13 tiros na noite de 14 de março de 2018, num atentado que vitimou também seu motorista Anderson Gomes. Um ano depois, o crime continua sem solução. (Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo)
Eleita vereadora do Rio de Janeiro pelo PSOL em 2016, com 46 mil votos (a quinta candidata mais bem votada do município), Marielle Franco teve o mandato interrompido por 13 tiros na noite de 14 de março de 2018, num atentado que vitimou também seu motorista Anderson Gomes. O crime continua sem solução. (Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo)

A edição suplementar do Diário da Câmara Legislativa (DCL) desta quarta-feira (22/01/2020) trouxe veto do governador Ibaneis Rocha (MDB) a vários projetos de autoria dos deputados distritais aprovados no ano passado. Entre eles, o que dá o nome da ex-vereadora carioca Marielle Franco (PSol) a uma praça no Setor Comercial Sul, em frente à Estação Galeria.

A proposta de autoria do deputado distrital Fábio Felix (PSol) foi negada por não haver “argumentos sólidos” para justificar o interesse público da matéria para o Distrito Federal.

“Não obstante tenha ciência dos serviços prestados pela vereadora Marielle Franco às comunidades do Rio de Janeiro, não há relação entre o nome da vereadora e o Distrito Federal”, explica o governador.

Segundo o autor da proposta, o chefe do Executivo já tinha informado sobre a possibilidade de veto. No entanto, Fábio Felix disse que trabalhará, dentro da Câmara Legislativa, para derrubar o veto. “É lamentável que tenhamos mais de 150 locais no mundo com o nome da vereadora e em Brasília não se tenha”, disse o deputado.

Outro veto

Esse não é o primeiro projeto do distrital que tem veto do governador Ibaneis Rocha nesse sentido. Também em dezembro do ano passado, o governador vetou parcialmente a proposta que proibia o Distrito Federal de batizar vias e logradouros com nome de torturadores que constam na lista da Comissão da Verdade.

O texto publicado no Diário Oficial não retira os atuais nomes, mas veta novas propostas que homenageiam torturadores.

Marielle Franco foi assassinada na noite de 14 de março de 2018, quando o carro onde estava parou em um sinal no Rio de Janeiro e foi alvo de tiros. Até hoje, o crime não foi solucionado.

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo