Rio de Janeiro

Homofóbicos que agrediram casal em Volta Redonda são autuados por injúria e lesão corporal

Crime aconteceu na Vila Santa Cecília. Suspeitos irão responder em liberdade.

Marco Antônio e Vinícius foram agredidos em Volta Redonda. (Foto: Reprodução/TV Rio Sul)
Marco Antônio e Vinícius foram agredidos em Volta Redonda. (Foto: Reprodução/TV Rio Sul)

Foram autuados por injúria qualificada e lesão corporal na tarde desta terça-feira (10) os dois homens que agrediram um casal em Volta Redonda, no Sul do Rio de Janeiro. As vítimas estavam em uma lanchonete na Vila Santa Cecília quando foram agredidas.

De acordo com a Polícia Civil, um dos suspeitos foi ouvido e confessou a agressão, mas não disse que tenha tido motivação homofóbica.

Ainda segundo a polícia, o outro homem vai prestar depoimento. Os dois responderão em liberdade.

Crime aconteceu no domingo

De acordo com as vítimas, os dois foram até a lanchonete no domingo (8) e sentaram em uma mesa afastada por estarem fumando. Dois suspeitos que estavam em outra mesa se levantaram e mandaram que o casal apagasse o cigarro. Em seguida, começaram a agressão e xingamentos homofóbicos.

“A gente sentou distante das outras pessoas que também estavam lanchando porque a gente queria fumar um cigarro. Daí dois senhores levantam, dizendo que estavam incomodados com o cigarro sendo que a gente estava a dez metros de distância. Quando eu disse que não ia apagar meu cigarro começou a agressão. Creio que foram uns 15 minutos de agressão. Pessoas tentaram ajudar, mas foi uma cena horrível. Não desejo isso para ninguém, nem para o meu pior inimigo. É péssimo.” explicou Vinícius Peres, uma das vítimas.

O casal é de Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro, e está na casa de uma amiga deles, Sheila Medeiros. Ela contou que os amigos chegaram em casa ensanguentados. “Eu fiquei desesperada porque eles estavam ensanguentados, tinha muito sangue, eles estavam destruídos. Muito machucados mesmo”, disse.

É a quarta vez que os dois visitam Volta Redonda. Depois da agressão e do susto, não pensam em voltar. “Nunca vivi isso. Sempre falam ‘a homofobia existe, mas eu nunca vivi’. A gente só acredita que existe de verdade e que a gente tem que combater a homofobia quando a gente vive isso”, contou Vinícius.

“Não esperava que poderia ter acontecido aquilo naquele momento, foi inesperado. (…) Jamais iríamos imaginar que poderíamos passar por tudo isso”, disse Antônio Marcos Soares, que também foi agredido.

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